Versos discretos


Escrever nestes poucas folhas
Folhas de jornal
Os milhares  de versos
Falando de rosas,diria espinhos, sabores discretos
que jamais esquecerei
Um pouco  de tudo pode ser falado
Do azedo
Ao doce
O sabor amargo, que a vida possui
Com ele se distingue
Muitos outros sabores
Que por poucos gloriados
que a vida traz,
ora possui
Muitos sabem
Poucos se importam
Os detalhes e delicadezas trazidas
Entre um abraço quente
e estar no frio tomando alguma bebida
Caminhando por entre ruas frias
Nunca lhe passou pela cabeça
Quanta história trazia
Aquela rua vazia
Pode correr e aclamar
Mas sente medo de seus próprios segredos
Segredos de infância e pesadelos
Lembrados
Sobre amar e ser amado
Que jamais foi prestigiado por você
e sua familia
Doce, discreta, vazia
Infância aclamadora
Vazia como esta rua de sombras
Você corre de sua vida
Corre de seu futuro
De sua honra
Azedos são seus prestígios
Fervida adolescência
Toma risco, abre feridas
Por sua fétida incoerência
Sobre aquilo que não foi experimentado
Viagens 
As bebidas amargas
Ao cigarro apagado
As drogas recusadas
Recusadas pela dor
Ao perceber seu grande amor
Decaindo aos leitos normais
Selvagens
Ora doces
Desejos carnais
De finalmente beijar
Abraçar
Entre si entrelaçar
Sob seu cansar
Dizer, amar  e sobre si descansar
O seu próprio prazer.

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